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São Paulo terá pela primeira vez partida da NFL; cidade é a única a receber o evento de futebol americano na América do Sul

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Prefeito Ricardo Nunes assinou contrato de exclusividade e terá ano que vem uma das partidas da temporada regular

A cidade de São Paulo vai receber uma partida da NFL (Liga de Futebol Americano), pela primeira vez, em 2024. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes nesta quarta-feira (13), diretamente de Dallas, nos Estados Unidos, onde ele assinou o contrato para trazer um jogo da temporada do ano que vem para ser disputada na capital. A data da partida será assinada em maio de 2024. 

“Estou muito feliz de estar aqui em Dallas, fechamos essa parceria, o contrato, que vai ter NFL em São Paulo, em 2024, é a primeira vez que vai esse jogo importante lá na América do Sul e que vai gerar muito emprego, muita renda”, disse Nunes logo após assinar o contrato com a NFL, durante o Encontro Anual dos 32 Clubes, com o comissário da Liga, Roger Goodell. 

“O anúncio oficial com as partes envolvidas nesse contrato envolvendo NFL e a Prefeitura de São Paulo, com a participação do comissário Roger Goodell e os 32 donos dos 32 times, é um momento marcante não só para a cidade de São Paulo, não só para o Brasil, mas para toda a América do Sul”, disse o presidente da SPTuris, Gustavo Pires. 

O prefeito ainda destacou a audiência desse esporte no país. “O Brasil é o terceiro país no mundo em número de fãs. Estou muito feliz. Você que é fã vai poder ir lá assistir. Além disso, será televisionado para vários países, com esse jogo importante, São Paulo sempre se destacando como uma grande referência internacional de várias atividades, inclusive na área esportiva”, afirmou. 

Ao assinar o contrato, o prefeito recebeu um capacete customizado, equipamento que é utilizado pelos atletas durante os jogos. 

O NFL São Paulo será realizado na Neo Química Arena, estádio do Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste. A Arena foi a escolhida na capital por apresentar as dimensões adequadas para a realização do jogo. 

A cidade de São Paulo desbancou concorrentes de peso: Rio de Janeiro, Barcelona e Madri. Além da estrutura que a cidade oferece, o número expressivo de fãs desse esporte foi decisivo para a escolha. 

Outras cidades que estão ou estiveram no calendário da NFL são Londres, Munique, Cidade do México, Toronto e Frankfurt. As negociações para trazer a partida oficial começaram em 2022, após manifestação formal da cidade de São Paulo. Neste ano, foram feitas reuniões e vistorias de itens como mobilidade, hospitalidade, segurança e infraestrutura, não só da cidade, mas dos possíveis locais dos jogos e centros de treinamentos. 

A expectativa é de que ao menos 10 mil americanos apaixonados por futebol americano venham à capital paulista para assistir ao jogo. 

Para escolher a Arena do Corinthians, a NFL levou em consideração fatores como o tamanho do gramado, o espaço no estacionamento para o chamado “tailgate” (churrasco e cerveja com a abertura dos porta-malas dos carros), a possibilidade de ativações dos patrocinadores e a necessidade de adaptação dos vestiários e camarotes, que devem ser parecidos aos utilizados nos Estados Unidos.  

A capital paulista faz parte da expansão mundial da “NFL International Series”, que teve início em 2007. Segundo estimativas da Liga, há no Brasil 38,3 milhões de pessoas que se declaram fãs da modalidade, atrás apenas do México, com 39,6 milhões, e dos Estados Unidos. 

Fonte: Prefeitura de São Paulo

COP28: Prefeitura de São Paulo apresenta investimentos acima de R$ 15 bilhões em desenvolvimento sustentável no ano que vem

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Delegação estreia participação em Dubai com painel sobre transporte público e eletrificação da frota de ônibus, além de programas e ações previstas no Orçamento 2024 para enfrentar a crise climática

A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (30) sua participação na COP28, em Dubai, com o painel “Transformação sustentável: Transporte público em São Paulo”, no pavilhão da LGMA (Local Governments and Municipal Authorities). Além dos avanços na área de mobilidade, em especial a partir do programa de eletrificação da frota de ônibus municipais, os secretários Edson Aparecido (Governo) e Rodrigo Ravena (Verde e Meio Ambiente) apresentaram um balanço de diversas ações em andamento ou previstas para o ano que vem. Iniciativas voltadas para o desenvolvimento urbano sustentável inscritas no Orçamento 2024 somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos, relatou Aparecido.

Os números e iniciativas expostos na COP28 já projetam São Paulo como a capital de Estado mais sustentável do Brasil, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC).  

Os secretários ressaltaram os desafios e soluções compartilhadas entre cidades brasileiras e latino-americanas, assim como a importância das parcerias internacionais para viabilizar essas iniciativas. “O Plano Diretor, a conservação de parques, o programa de Jardins de Chuva, o Plano de Ação Climática – PlanClima, e o Programa de Metas são apenas alguns exemplos de políticas já em andamento”, afirmou Edson Aparecido.

Rodrigo Ravena resumiu os princípios nos quais está baseada a atuação da Gestão Ricardo Nunes. “O principal ponto é a troca de raciocínio em relação ao meio ambiente urbano, que é mais do que plantio e preservação”, disse o titular da SVMA. “É a integração do verde, da flora, fauna, transporte, pessoas, empregos, renda, gênero e educação. Isso faz do meio ambiente urbano uma política transversal que a Prefeitura adotou e que permeia toda a execução orçamentária.” 

Destaque do painel sobre mobilidade, a Prefeitura reforçou o compromisso de reduzir as emissões de gases do efeito estufa pela metade até 2030. Só na eletrificação da frota de ônibus, entre recursos do orçamento, financiamentos nacionais e internacionais, serão aplicados mais de 1 bilhão de dólares nos próximos anos. 

O título de capital de Estado mais sustentável do país é resultado dos dados coletados pelo Instituto Cidades Sustentáveis, que criou o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC). O Brasil é a única nação que possui uma métrica para avaliar a adequação de municípios à Agenda 2030 e aos ODS da ONU. No ranking geral das capitais, a paulista, que possui cerca de 12 milhões de habitantes, só perde para Brasília (DF), que possui menos de um quarto da população de São Paulo.

Merenda

No segundo painel do dia, ao lado de Ravena, a secretária Marcela Arruda (Gestão) apresentou o programa Cardápio Escolar Sustentável, no Pavilhão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O debate “Refeições sustentáveis nas metrópoles: caminhos para gerar impacto e promover a agricultura urbana” contou ainda com a participação de representantes das cidades de Rosário (Argentina) e Cuenca (Equador). 

 A merenda da capital paulista, que já foi premiada por seu valor nutricional, prioriza alimentos orgânicos, adquiridos da agricultura familiar. Mais de 2,3 milhões de refeições são servidas todos os dias nas escolas municipais. O cuidado com a nutrição dos alunos conta ainda com o apoio de 2 mil agentes do programa Mães Guardiãs da Alimentação Escolar, que atuam também na criação e manutenção de 1,7 mil hortas escolares.  

ICLEI

A mediação de ambos os painéis foi do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. A entidade é uma das principais redes de cidades do mundo, com mais de 2500 municípios e organizações regionais associadas, dedicada ao desenvolvimento urbano sustentável. 

Esta edição da COP reserva protagonismo inédito para os governos locais por meio de painéis diversos para troca de experiência entre as cidades, governos federais e redes globais. Na abertura da programação do dia da Prefeitura na COP28, a secretária-adjunta de Relações Internacionais, embaixadora Maria Auxiliadora Figueiredo (Relações Internacionais) explicou o papel crucial das cidades na implementação da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Até 2050, estima-se que 70% da população mundial estará concentrada nas cidades.

A delegação da Prefeitura de São Paulo enviada a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, liderada por Edson Aparecido, é composta ainda por Aline Cardoso (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Gilberto Natalini (Mudanças Climáticas), Tamires Carla de Oliveira, chefe de gabinete de SVMA, e Mauro Haddad, gerente de Saneamento Ambiental da SP Regula, além de assessores técnicos das respectivas pastas. 

Na COP28, a Prefeitura vai anunciar ainda novas iniciativas no enfrentamento da grave crise climática que assola o planeta e apresentar sua parceria com o ICLEI para sediar o Congresso Mundial da entidade em julho de 2024.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Butantan trabalha em vacina contra Zika para prevenir microcefalia em recém-nascido

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Feita com vírus inativado, a formulação inicial está pronta e os testes pré-clínicos devem começar em 2024

Estudos de prova de conceito feitos em animais, para avaliar a viabilidade do produto

O Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina contra o Zika, vírus que pode causar microcefalia em bebês de mães infectadas na gestação, e para o qual ainda não existe prevenção. A expectativa é que os testes em modelos animais tenham início no segundo semestre de 2024.

Os pesquisadores têm se dedicado ao estudo da vacina desde 2015, quando o Brasil enfrentou uma epidemia do vírus. Entre 2015 e 2022, o país registrou quase 1.900 casos dessa malformação congênita, segundo o Ministério da Saúde.

A microcefalia é uma condição em que a cabeça do bebê é muito menor do que o esperado, exigindo acompanhamento médico para toda a vida. As crianças podem apresentar convulsões, atrasos no desenvolvimento, deficiência intelectual, problemas motores e de equilíbrio, dificuldade de se alimentar, perda auditiva e problemas de visão. Em quadros mais graves, a expectativa de vida pode variar de alguns meses até 10 anos.

Em desenvolvimento pelos laboratórios do Centro de Desenvolvimento e Inovação (CDI) do Instituto Butantan, o imunizante é composto pelo vírus inativado, plataforma ideal e mais segura para aplicação em gestantes. “Nós temos o protótipo inicial da vacina que poderá ser produzido em condições de Boas Práticas de Fabricação [BPF]. Estamos trabalhando no refinamento da formulação para caminhar para os ensaios pré-clínicos”, explica o diretor do Laboratório Multipropósito, Renato Mancini Astray, um dos responsáveis pelo projeto.

Estudos de prova de conceito feitos em animais, para avaliar a viabilidade do produto, já mostraram que a vacina é capaz de gerar anticorpos neutralizantes contra o Zika. A próxima etapa, prevista para agosto de 2024, é fazer testes pré-clínicos de segurança para verificar a tolerabilidade e possíveis reações adversas.

Apesar de ainda estar em fase inicial, a expectativa em relação à nova candidata a vacina é positiva. Ela utiliza técnicas clássicas de produção, além de um adjuvante tradicional, o hidróxido de alumínio (composto responsável por potencializar a resposta e ajudar a mantê-la a longo prazo). São métodos conhecidos e considerados seguros pela comunidade científica.

“Como o principal público-alvo seriam mulheres grávidas, a vacina contra Zika precisa ter um perfil de segurança muito alto. A confiabilidade desses processos é grande, tanto em termos científicos como no aspecto regulatório”, aponta o pesquisador.

Além do grande impacto social do Zika, o cientista ressalta os desafios econômicos que envolvem a doença: o custo para a saúde pública brasileira foi de R$ 4,6 bilhões em 2015 e 2016. Em toda a América Latina, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), esse valor pode ter chegado a US$ 18 bilhões. O tratamento mínimo de uma criança com microcefalia custa R$ 493,00 por mês, e uma única unidade de saúde especializada nesse atendimento tem custo anual estimado de R$ 872 mil. No Brasil, as crianças com microcefalia são atendidas nos Centros Especializados de Reabilitação (CER), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Ambulatórios de Seguimento de Recém-Nascidos.

A vacina em desenvolvimento também possui uma grande vantagem tecnológica. “No Brasil, nós produzimos muitas vacinas, mas desenvolvemos pouco: a maioria vem de transferência de tecnologia. Com o projeto do Zika, temos a oportunidade de fazer uma vacina que seja desenvolvida no Brasil da bancada ao produto”, destaca o pesquisador do Butantan.

O caminho da pesquisa

O estudo da vacina do Zika contou com o apoio do órgão Biomedical Advanced Research and Development Authority (BARDA), do governo dos Estados Unidos. O Butantan já possuía um acordo com o BARDA e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para desenvolver um imunizante contra gripe aviária, que foi estendido após a emergência do Zika em 2015 para trazer soluções a esse outro problema de saúde pública.

Na época, o vírus foi isolado de uma amostra de sêmen humano pelo grupo do professor Edison Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), que transferiu o material para o Butantan. “Através do apoio oferecido pelo BARDA, nós contratamos um serviço de produção em BPF e certificação dos bancos mestre de células e vírus Zika, adequados para a produção da vacina”, diz Renato.

No Brasil, a epidemia do Zika durou aproximadamente um ano, o que desacelerou o estudo, mas os cientistas do Butantan continuaram trabalhando nas etapas de produção do vírus, inativação, análise de qualidade, purificação e formulação. “Seguimos com o trabalho até 2020, quando todos os esforços das equipes de virologia precisaram se voltar para a Covid-19, e foi preciso pausar o projeto”, esclarece Renato.

Formulação da vacina

O processo de produção do imunizante funciona da seguinte forma: as células são cultivadas em frascos, multiplicadas em biorreator e inoculadas com o vírus; depois, o material é filtrado para eliminar contaminantes celulares. O passo seguinte é a inativação do vírus, utilizando um reagente químico clássico, e depois ocorre a purificação.

Por fim, o vírus inativado e purificado é concentrado e formulado. O produto final pode ser armazenado em refrigeração comum (2°C a 8°C).

Para chegar a duas formulações adequadas, foram testadas mais de 60 diferentes composições nos últimos anos. Nesse momento, os pesquisadores trabalham na versão final que será encaminhada para estudos pré-clínicos.

Com a formulação estabelecida por enquanto, o produto tem uma estabilidade de 100% por pelo menos quatro meses e atividade comprovada por até 8 meses. A composição final envolve a adição do adjuvante antes do envasamento nos frascos de vacina, etapa que tende a melhorar ainda mais o perfil de estabilidade do produto.

Vale ressaltar que, sem o vírus em circulação, não é possível fazer ensaios clínicos de eficácia (fase 3) para avaliar se os vacinados ficam menos doentes do que os não vacinados – outro motivo para o estudo estar em estágio inicial. Hoje, existem dois imunizantes contra Zika de farmacêuticas estrangeiras sendo estudados em pacientes, que se encontram nas fases 1 (de análise de segurança) e 2 (de análise de imunogenicidade, ou seja, capacidade de induzir anticorpos) de ensaio clínico.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

Alunos que fizeram o Provão Paulista têm até 22 de dezembro para escolher os cursos

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Cada estudante do 3º ano do Ensino Médio pode indicar até 11 opções de ensino superior; Estão disponíveis mais de 15 mil vagas

Os alunos da 3ª série do Ensino Médio que fizeram o Provão Paulista têm até o dia 22 de dezembro para escolher os cursos superiores de preferência. Cada estudante pode indicar até 11 opções.

O registro é obrigatório já que o aluno aprovado será chamado para a matrícula com base na escolha dele. Até 22 de dezembro, se desejar, o aluno poderá alterar as opções.

Para o ano que vem, estão disponíveis mais de 15 mil vagas na USP, Unicamp, Unesp, Fatecs e Univesp, que é a Universidade Virtual do Estado de São Paulo.

A assessora pedagógica da Secretaria da Educação, Priscila Gomes ressalta que até o momento, 57% dos alunos inscritos no Provão Paulista apontaram os cursos desejados. “O portal de escolha do Provão Paulista é algo obrigatório, uma vez que o estudante aprovado será chamado para a matrícula com base na sua escolha. Vale ressaltar que até o dia 22 de dezembro o portal de escolha estará aberto os candidatos”, destaca.

Para registrar as opções, os estudantes das redes estaduais e municipais que se formam neste ano na 3ª série do Ensino Médio e fizeram os dois dias de Provão Paulista precisam acessar o portal provaopaulistaseriado.vunesp.com.br com nome e RA. Já os alunos de outras redes devem acessar com o número do CPF.

No processo de escolha, o estudante poderá selecionar entre uma e 11 opções nos três grupos — o primeiro que é formado pela USP, Unicamp e Unesp, o segundo das Fatecs e o terceiro, da Univesp.

Para confirmar as opções, é preciso que cada aluno confirme as escolhas no portal. Elas estarão registradas no perfil de cada estudante.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

SP fecha campanha de combate à violência contra mulher com acordos de cooperação

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A Secretaria de Políticas para a Mulher faz parceria com a de Pessoas com Deficiência para reunir o Não se Cale ao programa Todas In-Rede

(Divulgação: Governo do Estado de São Paulo)

A Secretaria de Políticas para a Mulher encerrou nesta segunda-feira (11) os “21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, a 1ª macrocampanha estadual pelo fim da violência, que ocorreu entre 20 de novembro e 11 de dezembro. A cerimônia de encerramento aconteceu no Memorial da América Latina, sede da SP Mulher, e contou com a assinatura de um acordo de cooperação com a Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).

A secretária-executiva de Políticas para a Mulher, Teresinha Neves, abriu o encontro agradecendo os presentes e as equipes da rede pública que atuaram na macrocampanha. “Este é o início de um novo tempo para a pauta da mulher. O enfrentamento da violência deve ser trabalhado em todos os dias do ano, porém, nesses 21 dias pudemos levar essa mobilização por todo o Estado. Estamos aqui para fazer valer a política de apoio à mulher, a escuta acolhedora e o fortalecimento da rede de apoio pública”, destacou.

Em seguida, o secretário estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, e a secretária-executiva da SP Mulher, Teresinha Neves, assinaram o protocolo de intenções entre as secretarias, que tem como objetivo unir esforços para ampliar o alcance dos cursos oferecidos pelo programa Todas in-Rede, agora integrando o Protocolo Não se Cale. O protocolo capacita equipes de diferentes estabelecimentos para agir com eficácia diante de situações de assédio, abuso, importunação ou violência contra mulheres.

O secretário Marcos da Costa ressaltou o potencial do Todas in-Rede e a importância da parceria. “O programa Todas in-Rede tem levado prevenção à violência, autonomia financeira e cuidados com a saúde às mulheres com deficiência. Nosso trabalho de redespertar a liderança feminina também é essencial, e essa parceria com a SP Mulher torna o Estado mais justo e inclusivo”, pontuou.

Na ocasião, também foi assinado um acordo de cooperação entre a SP Mulher e a Univesp, com o objetivo de unir esforços para disponibilizar os cursos de capacitação de funcionários de bares e restaurantes do Protocolo Não se Cale, a fim de identificar e evitar situações de risco e violência para a mulher que frequenta ou trabalha em tais ambientes.

A diretora acadêmica da Univesp, Simone Teles, presente no evento, destacou a importância do acordo. “Com esta parceria, passamos a ser pessoas multiplicadoras, pois é muito importante trabalharmos juntos na causa para garantir que os estabelecimentos estejam em acordo com o protocolo”, destacou.

Também esteve no encontro o presidente da Univesp, Marcos Borges. “Para a Univesp, este é uma final de ano simbólico, pois estamos firmando um acordo extremamente importante, e é muito gratificante poder trabalhar em parceria com a SP Mulher”, disse.

O evento de encerramento dos 21 dias, que visa conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressões contra meninas e mulheres em todo o mundo, também abordou um balanço das ações realizadas durante a campanha, que contou com 18 agendas presenciais e uma mobilização virtual nas redes oficiais do Governo de SP, entre lives, depoimentos e estatísticas para incentivar a quebra dos ciclos de violências.

Ações na capital

Durante a campanha, a SP Mulher realizou seis ações na capital, sendo elas: blitz do Procon em bares e restaurantes da Vila Madalena, Vila Olímpia e Tatuapé para orientações do Protocolo Não se Cale; distribuição de cartilhas nas regiões da Barra Funda e Freguesia do Ó; apresentação do Protocolo Não se Cale na Câmara Municipal de São Paulo; a formatura de mais de 400 alunos do curso do Não se Cale no Palácio dos Bandeirantes; o evento de encerramento dos 21 dias marcado pela assinatura de protocolos de intenção com a Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e Univesp.

Além disso, também foram realizadas duas ações significativas na Grande São Paulo: a apresentação do Protocolo Não se Cale em Guarulhos e a divulgação do protocolo na Marcha para Jesus em Osasco, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher.

Ações no interior paulista

A SP Mulher também levou iniciativas para cinco cidades do interior paulista. As ações contaram com a apresentação do Protocolo Não se Cale em Sorocaba, Jaú e Bauru; Fórum Itinerante de Prevenção e Combate à Violência e Várzea Paulista e a inauguração da Casa da Mulher em Barretos. Ainda, no litoral paulista, foram realizadas as apresentações do Não se Cale em Bertioga e Guarujá.

Ações virtuais

Para a abertura dos 21 dias, a SP Mulher realizou uma live explicativa com o Sebrae e o Procon uma live para orientar empresários e profissionais dos setores de gastronomia, lazer e entretenimento sobre o curso obrigatório do protocolo Não se Cale.

Além disso, as ações virtuais contaram com a publicação de mais de 60 conteúdos nas redes sociais, envolvendo a divulgação de agendas, posts de conscientização sobre os tipos de violência e depoimentos de mulheres que quebraram o ciclo de violência doméstica.

Os conteúdos foram construídos a partir de uma identidade visual com cores vibrantes, que tem como tema o poder da fala como o primeiro passo para a quebra do ciclo de violência. Com o rompimento, os próximos passos envolvem o apoio em saúde e segurança, a visibilidade da mulher e o desenvolvimento de políticas públicas

Fonte : Governo de São Paulo

Comércio varejista recua 0,3% em outubro, diz IBGE

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Resultado veio depois de alta de 0,5% em setembro

O volume de vendas do comércio varejista apresentou queda de 0,3% em outubro deste ano, na comparação com o mês anterior. O resultado veio depois de uma alta de 0,5% em setembro. O dado é da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“As variações estão muito próximas a zero desde fevereiro, ficando na leitura da estabilidade em todos os meses exceto março (0,7%), maio (-0,6%) e julho (0,7%). Isso mostra um retorno ao comportamento anterior a 2020, após as variações mais acentuadas que observamos no período de pandemia, com números ainda mais tímidos do que o padrão pré covid-19. Mas, num cenário de médio prazo, a perspectiva está positiva, com crescimento nos acumulados do ano e em 12 meses”, explica o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, segundo nota divulgada pelo IBGE.

Apesar disso, em outubro, o comércio apresentou resultados positivos nos outros tipos de comparação: 0,1% na média móvel trimestral, 0,2% na comparação com outubro do ano passado, 1,6% no acumulado do ano e 1,5% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de setembro para outubro, a queda de 0,3% foi puxada por recuos em cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,7%), tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,7%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Apenas três atividades do varejo tiveram alta no mês: livros, jornais, revistas e papelaria (2,8%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,2%). 

A receita nominal do varejo recuou 0,1% na comparação com setembro deste ano, mas cresceu 1,9% em relação a outubro de 2022, 4% no acumulado do ano e 5,1% no acumulado de 12 meses.

Varejo ampliado

Os setores de veículos, peças e materiais de construção, que são considerados varejo ampliado, apresentaram alta no volume de vendas de setembro para outubro. Os veículos, motos, partes e peças apresentaram altas de 0,3% em relação ao mês anterior, 10,5% na comparação com outubro do ano passado, 7,3% no acumulado do ano e 5,4% no acumulado de 12 meses.

Já os materiais de construção tiveram altas de 2,8% na comparação com setembro e de 6,4% em relação a outubro de 2022. No entanto, acumulam quedas de 2,1% no ano e de 3,4% no acumulado de 12 meses.

Fonte: Agência Brasil – Rio de Janeiro

Pea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa 

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Principal impacto para esse grupo é de alimentos e bebidas

A inflação oficial para famílias com renda mais baixa, em novembro deste ano, continuou sendo menor do que para aquelas com renda mais alta, como ocorreu nos cinco meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com o Ipea, em novembro a inflação para famílias com renda muito baixa, baixa e média-baixa passou de 0,13% em outubro para 0,20% em novembro. Entre as pessoas com renda média, a inflação passou de 0,22% para 0,23%. 

Entre aquelas com renda média-alta, a inflação manteve-se em 0,23%. Por fim, entre as pessoas com renda alta, a alta de preços passou de 0,55% para 0,58%. 

Segundo o Ipea, o principal impacto inflacionário para as classes de renda mais baixas, em novembro, veio do grupo “alimentos e bebidas”, com altas de produtos como o arroz (3,7%), feijão-preto (4,2%), batata (8,8%), cebola (26,6%), carnes (1,4%) e aves e ovos (0,53%).

Os gastos com habitação também pressionaram o orçamento das famílias com renda mais baixa, principalmente devido ao aumento de 1,1% nas tarifas de energia elétrica. Para as famílias de renda mais alta, o maior impacto da inflação no mês veio da alta de 19,1% nos preços das passagens aéreas e de 0,76% nos planos de saúde.  

No acumulado de 12 meses, a inflação cresce de acordo com a faixa de renda: muito baixa (3,38%), baixa (3,85%), média baixa (4,40%), média (4,93%), média-alta (5,24%) e alta (6,09%). 

A inflação oficial é medida mensalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Ipea usa os dados do IBGE para fazer a divisão da inflação por faixa de renda. 

Por Agência Brasil – Rio de Janeiro